Segunda-feira, 20 de Março de 2017

AdBlue: O que é e para que serve?

Hoje são cada vez mais os diesel equipados com a tecnologia Diesel SCR (Selective Catalytic Reduction). Esta tem como objetivo reduzir significativamente as emissões de óxido de azoto prejudiciais ao ambiente e dessa forma cumprir com os rigorosos limites de emissões de gases estabelecidos pelas normas europeias (Euro 6) e americanas. Isto é conseguido com a utilização do AdBlue que, ao contrário do que muita gente pensa não é um aditivo do combustível, mas sim um fluido adicional de utilização para automóveis diesel que precisa de ser atestado regularmente. Para isso o automóvel tem um depósito autónomo para este fluido. Dependendo do modelo do automóvel, o bocal de enchimento pode ser encontrado sob a tampa do depósito de combustível, na mala ou no compartimento do motor.

 

O seu consumo varia em função do tipo de condução, da temperatura de funcionamento do sistema e da temperatura ambiente. Em média um carro consome cerca de 1,5 a 2,5 litros de AdBlue por cada 1000 Km. O atesto é uma coisa simples e deve ser feito com regularidade, especialmente antes de viagens mais longas, por exemplo, antes de férias. Isto porque se o depósito ficar vazio o motor não arranca!

Mas não se assuste porque todos o carros com este sistema possuem um sistema de aviso no painel de instrumentos que o irá informar em que altura é necessário atestar o depósito de AdBlue . Em simutaneo é também informado da autonomia.

Para que saiba a composição do AdBlue, recorremos aqui à explicação que se encontra sobre este líquido nos sites das gasolineiras Galp, BP e Repsol.

Galp: AdBlue é uma solução aquosa de ureia (32,5% de ureia pura, 67,5% de água desmineralizada) que actua sobre os gases de escape dos motores de veículos pesados como conversor catalítico para reduzir as nocivas emissões de óxido de nitrogénio (NOx) gerados nos processos de combustão.

BP: O AdBlue é um produto químico (dissolução de ureia) de origem sintética que permite reduzir o nível de emissões dos veículos pesados com motor a diesel que tenham instalado o sistema SCR (Redução Catalítica Seletiva). Este produto, dotado de uma pureza extraordinária, cumpre a norma europeia DIN 70070 e tem o mais exigente controlo de qualidade, o que lhe permite reduzir o nível de emissões contaminantes e aumentar a proteção no catalisador do seu veículo.

Repsol: [O Adblue é] Um produto sintético, composto por uma solução de ureia e água, que reduz as emissões dos veículos pesados. É um produto concebido especificamente para veículos com tecnologia SCR. O Ecoblue não se adiciona no depósito de combustível, mas atua no catalisador com os gases gerados na combustão, convertendo o Óxido de Nitrogénio em Nitrogénio puro e água (vapor).

 

fonte:http://www.motor24.pt/s

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Sábado, 11 de Março de 2017

16 mitos sobre carros: verdade ou mentira?

Existem muitos mitos sobre carros que só servem para desinformar ou prejudicar a sua relação com o automóvel.

 

Com os preços dos combustíveis a subir é comum que os condutores procurem todo e qualquer tipo de boas práticas que ajudem a economizar combustível enquanto conduzem. Porém, muitos das práticas difundidas são mitos sobre carros, que além de não serem verdadeiras, podem danificar o veículo e comprometer a segurança tanto do condutor como dos passageiros.

Antes de sabermos quais os mais populares mitos sobre carros é preciso explicar que o automóvel está presente nas nossas vidas há mais de 100 anos, e como tal, já foi alvo de inúmeras evoluções mecânicas e tecnológicas.

A pensar em tudo o que mudou acreditamos que ainda hoje existem muitos mitos sobre carros que precisam de ser esclarecidos. Até porque quer seja uma herança do passado ou fruto apenas de má informação, alguns erros ainda são feitos sem necessidade pelos condutores. Ficou curioso? Conheça aqui alguns mitos sobre carros em que muitas pessoas.

16 MITOS SOBRE CARROS QUE AJUDAMOS A PERCEBER

1. É UM MITO SOBRE CARROS QUE AS REVISÕES SÃO DESNECESSÁRIAS?

Está na altura de fazer a revisão mas o carro parece não apresentar nenhum problema, o que leva muitos proprietários a adiar a ida à oficina. O que é um erro, pois os automóveis são compostos por peças mecânicas e, como qualquer máquina, precisam de uma manutenção básica para garantir a lubrificação dos componentes. Além disso, a manutenção contribui para valorizar o valor do carro e mantê-lo na garantia. Portanto, mais vale jogar pelo seguro e fazer sempre as revisões agendadas.

 

2. IGNORAR QUANDO A LUZ DO MOTOR ACENDE NUM CARRO NOVO

Quando o carro é novo, a maior parte das pessoas acha que não deve dar importância ao facto da luz acender e espera pela próxima revisão. Esse é um mito que pode trazer muitos dissabores. Se a luz do motor estiver a piscar deve procurar uma oficina o mais rápido possível. Até o fazer, não se esqueça que essa luz significa que existe um problema sério no carro, mesmo se o veículo for novo.

3. É PRECISO TROCAR O LÍQUIDO ANTICONGELANTE E O FILTRO DO AR SEMPRE QUE MUDA O ÓLEO?

Não, este é mais um mito sobre carros. É inútil trocar o líquido anticongelante ou de refrigeração sempre que troca o óleo. Os fabricantes de automóveis sugerem que a troca do líquido seja feita a cada 100 mil quilómetros. Em relação ao filtro do ar, também não precisa de o mudar sempre que faz a troca de óleo. Este filtro deve-se substituir a cada 25 mil quilómetros. Mas aconselhamos, que aproveite cada troca de óleo para limpar o filtro de ar, pois isso ajudará a reduzir a poluição gerada pelo seu automóvel.

4. ANTES DE ARRANCAR DEVE-SE ESPERAR QUE O MOTOR AQUEÇA?

Houve uma altura em que se recomendava-se deixar o motor aquecer para garantir uma melhor eficiência. Actualmente, com os carros bastante mais evoluídos, isso não é necessário. Aliás, deixar o motor aquecer é inútil e só serve para aumentar os níveis de poluição e gastar combustível.

5. QUANDO O MOTOR NÃO PEGA DEVE-SE EMPURRAR O CARRO?

Isto é mais um mito sobre carros. Se o motor não liga é porque existe um problema. Deverá verificar coisas básicas como a falta de combustível. E se nenhuma luz acende no painel quando liga o carro, então poderá ter a bateria descarregada ou estragada ou mesmo o motor de arranque que avaria.

6. É POSSÍVEL ECONOMIZAR SE COMPRAR PEÇAS USADAS?

Sim e não! Substituir peças desgastadas por peças usadas é mais barato do que comprar peças novas. No entanto, às vezes o barato sai caro. Se optar por peças usadas é importante conhecer a proveniência delas. Se o componente em questão pertencer a um carro do mesmo ano que o seu, é provável que se desgaste logo, mas se a peça vier de um carro bem conservado e mais novo, pode até durar mais tempo. Se gosta de jogar pelo seguro, então compre peças novas, que têm garantia.

7. A CAIXA MANUAL É MAIS EFICIENTE QUE A AUTOMÁTICA?

Durante muito tempo a caixa manual era de facto mais eficiente, pois permitia ao condutor escolher a mudança em que conduzir e assim influenciar o consumo. No entanto, com a evolução das caixas de velocidades automáticas – como as caixas da BMW que já têm 8 velocidades – o motor trabalha com menos rotações e atinje um consumo mais eficiente.

 

8. UM COMBUSTÍVEL MAIS FORTE TORNA O CARRO MAIS POTENTE

Se é daquelas pessoas que trata o seu carro com todo o cuidado, então quando vai abastecer de certeza que opta por gasolina com mais octanas, mesmo que isso represente um custo superior.  Fará assim tanta diferença abastecer com gasolina ‘premium’ ou este é mais um dos muitos mitos sobre carros?

Mais uma vez, depende. A gasolina ‘premium’ possui aditivos que ajudam na conservação do motor e tem uma octanagem mais alta, ou seja, faz com que o motor tenha mais eficiência. Porém, apenas alguns modelos de carros estão preparados para isso. Sendo assim, se o seu carro não estiver preparado para esse tipo de combustível é desnecessário estar a gastar mais dinheiro num combustível mais caro. Pois, mesmo que ateste o seu carro com uma gasolina com mais octanas pode não conseguir mais potência.

9. UTILIZAR COMBUSTÍVEL DE MARCA BRANCA PREJUDICA O CARRO

Se ainda é daquelas pessoas que acredita que ao abastecer num posto de marca branca, como o dos hipermercados, poderá estragar o seu carro, engana-se. A DECO realizou um estudo envolvendo quatro automóveis novos e iguais a diesel. Cada um dos veículos abastecia num posto de abastecimento de marca diferente e após terem realizado milhares de quilómetros os motores dos quatro veículos foram desmontados para verificar os danos ocorridos durante esse período.

Concluindo, nenhum dos carros revelou diferenças entre os que abasteceram combustível ‘premium’ e os que abasteceram combustível de marca branca. Além, disso, o consumo não variava significativamente entre os dois tipos de combustíveis. Cabe-lhe a si decidir se compensa pagar a diferença de preço para ter um pouco mais de desempenho.

10. SE O CARRO ESTIVER MUITO PESADO CONSOME MAIS COMBUSTÍVEL?

Sim, é verdade. Segundo as estatísticas das marcas por cada 50 quilos a mais existe um aumento de 1% no consumo. Portanto, evite andar com o porta-malas do carro cheio.

11. DAR UM TIRO NO DEPÓSITO PROVOCA UMA EXPLOSÃO

Este deve ser um dos mitos sobre carros mais conhecidos. É habitual vermos nos filmes de acção que após um tiro no depósito de combustível o carro explode numa enorme bola de fogo. Para explicar este e outros mitos o canal de televisão Discovery Channel realizou o programa “Caçadores de Mitos”.

O que se verificou foi que após atirar no depósito de combustível este nunca explodia, mesmo que estivesse cheio. Por norma, a bala apenas perfura o depósito sem provocar qualquer faísca que possa incendiar o combustível, existindo apenas derrame de combustível.

 

12. O CARRO PROTEGE EM CASO DE TIROTEIO?

É outro mito bastante popularizado pelo cinema. Em caso de tiroteio a pessoa só fica segura escondida atrás de um automóvel se a bala for de um calibre muito pequeno, pois uma bala de calibre normal irá atravessar um carro sem qualquer problema. Além disso, os automóveis modernos são fabricados em materiais leves (alumínio e plástico), logo uma bala não terá qualquer dificuldade em atravessá-lo. Portanto, se estiver numa situação destas, opte por se esconder atrás de uma parede.

13. CIRCULAR COM AR-CONDICIONADO GASTA MAIS COMBUSTÍVEL?

A maior parte dos condutores desliga o ar condicionado quando o carro acende a luz de reserva de combustível e abre todas as janelas do veículo. Na verdade, esse é mais um dos mitos sobre carros. Ao abrir os vidros do carro quando se vai a uma velocidade superior a 80 km/h, o vento lateral que entra no veículo faz com que diminua o rendimento do motor, e portanto, aumente o consumo. Nestas condições, vai gastar mais do que se estivesse com o ar condicionado ligado.

O caso muda de figura se for a circular a velocidades baixas. Este mito foi também testado pelo programa “Caçadores de Mitos” onde realizaram o mesmo trajeto, a uma velocidade baixa, com um determinado carro, primeiro com o ar-condicionado ligado e depois com os vidros abertos. A conclusão é que o carro consome menos combustível se circular com os vidros abertos do que com o ar condicionado.

14. DESCER UMA ESTRADA EM PONTO MORTO ECONOMIZA COMBUSTÍVEL

É mais um mito sobre carros e ainda pode ser um perigo. Os carros actuais possuem injecção eletrónica, logo numa descida o carro deteta que não é preciso injetar combustível e interrompe o fluxo de combustível vindo do tanque, podendo até desligar o motor.

15. USAR O TELEMÓVEL NO POSTO DE ABASTECIMENTO É PERIGOSO

Existe sempre um sinal visível nas bombas que proíbe o uso de telemóvel naquela zona, pois pensa-se que os vapores da gasolina podem entrar em combustão devido ao ‘wireless’ do telemóvel. No entanto, alguns estudos realizados por várias instituições concluíram que não existe nenhuma relação entre ambos e até à data não existem registos de incidentes.

16. VIDROS ESCURECIDOS AJUDAM A REDUZIR O CALOR

É de facto verdade. Se o carro tiver os vidros escurecidos, as películas que escurecem os vidros não só reduzem o impacto da luz como também diminuem a radiação solar e a temperatura interna do painel em 20%.

fonte:http://www.e-konomista.pt/

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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2017

Sistema de estacionamento automático: fique a par das novidades

O sistema de estacionamento automático é uma tecnologia muito inovadora que tem como objectivo facilitar a vida do condutor.

 

Sistema de estacionamento automático: fique a par das novidades

Estacionar o carro é, para muitos condutores, uma verdadeira dor de cabeça. Agora, imagine que o carro consegue detectar um espaço de estacionamento e fazer a manobra de forma autónoma. Ao condutor é apenas solicitado que siga as indicações que surgem no ecrã. Pode parecer, mas não é ficção cientifica. Na verdade isto já é uma realidade só possível com o sistema de estacionamento automático, também chamado de ‘park assistant’.

O sistema é muito fácil de utilizar, e só não está mais popularizado porque é um equipamento opcional só acessível para carteiras bem recheadas. O preço varia de marca para marca, seja ela generalista ou de luxo, mas é um extra ainda caro.

Há uns anos atrás o sistema de estacionamento automático dos veículos apenas permitia estacionar paralelamente ao passeio, mas a tecnologia evoluiu. Hoje graças ao ‘upgrade’ dos sensores electrónicos distribuídos pelo automóvel é possível estacionar perpendicularmente. O condutor apenas tem que colocar a marcha atrás, seguir as indicações que surgem no tablier e o carro faz a manobra quase sozinho. Fácil, muito fácil e sem erros.

O QUE É SISTEMA DE ESTACIONAMENTO AUTOMÁTICO

O ‘assistente’ de estacionamento é um recurso que utiliza a câmara de marcha atrás e os sensores do veículo para estacioná-lo sem que o motorista encoste as mãos no volante. O condutor apenas precisa de controlar o pedal do acelerador e do travão e meter a marcha-atrás ou a primeira quando necessário.

Assim que o carro detecta uma vaga de estacionamento o veículo faz uma leitura do espaço, para identificar se é suficiente para estacionar o carro. Nessa altura, o condutor deve seguir as orientações do computador de bordo e deixar o volante solto, dando apenas aceleração, travando e colocando as mudanças de velocidades).

O sistema de estacionamento automático pode ajudar a aumentar a segurança de condução em ambientes restritos, onde é necessária muita atenção ou experiência para manobrar o carro.

Um dos primeiros protótipos experimentais de estacionamento automático foi desenvolvido num carro elétrico Ligier, em 1990. Desde então a tecnologia tem sido adotada por fabricantes de automóveis em todo o mundo que oferecem uma opção de estacionamento automático nos vários modelos.

Os sistemas também podem incluir recursos visuais, como a distância do objeto registada num ecrã LED e indicar as leituras. Os sensores traseiros são ativados quando a marcha atrás é selecionada e desativada. Já os sensores dianteiros são ativados manualmente, e, desativados automaticamente, quando o veículo atinge uma velocidade pré-determinada. Claro que os sistemas de estacionamento podem ter caraterísticas diferentes consoante a marca.

SENSOR DE ESTACIONAMENTO PODE SER ALTERNATIVA PARA ESTACIONAR

Se não tem disponibilidade para adquirir o sistema de ‘park assistant’ pode também optar pelos sensores de estacionamento. Estes têm como objectivo alertar o condutor para a presença de obstáculos. São sensores que emitem impulsos acústicos para uma unidade de controlo que mede o intervalo de retorno de cada sinal reflectido, para assim calcular as distâncias de objetos. O sistema avisa o condutor com sons acústicos.

BMW

AS ÚLTIMAS INOVAÇÕES NA ÁREA DO ESTACIONAMENTO

As inovações nesta área não param e muitas são as marcas que apostam neste tipo de tecnologias para cativar novos clientes. A BMW, uma marca ‘premium’, apresentou, no ano passado, o novo Serie 7 com um sistema que permite arrumar o automóvel em espaços apertados de forma remota. Ou seja, o condutor não necessita de estar ao volante, pode controlar a manobra através de comandos específicos integrados na chave do carro. Este controlo remoto abre as portas a novas experiências que vão para além do estacionamento de um automóvel.

A Opel, uma marca generalista, acaba de revelar o novo Crossland X, um CUV (Crossover Utility Vehicle) desenvolvido a pensar nos percursos citadinos. Este crossover de segmento B conta com soluções tecnológicas de ponta, entre elas, o sistema de estacionamento automático Advanced Park Assist.

A atualização do Golf VII traz muita tecnologia à sétima geração do modelo. Conta com um sistema de estacionamento automático que sem intervenção do condutor permite estacionar em lugares mais pequenos. Chega a Portugal em meados de março.

A Audi disponibiliza para os seus modelos o sistema de assistência ao parqueamento com visão periférica. A marca alemã ‘premium’ garante que o sistema pode realizar a manobra de direção de forma automática durante o estacionamento. O sistema deteta, através de sensores de ultrassons instalados no para-choques, o lugar de estacionamento mais adequado em espaços transversais e perpendiculares. Depois calcula o ângulo ideal de direção. O condutor só tem de acelerar ou travar e supervisionar a manobra.

fonte:http://www.e-konomista.pt/

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Domingo, 26 de Fevereiro de 2017

Como é que o motor HCCI sem velas de ignição da Mazda vai funcionar?

A Mazda continua a desafiar as grandes potências da indústria automóvel ao traçar o seu próprio caminho no desenvolvimento dos motores de combustão.

Quem gosta de engenharia automóvel tem de tirar o chapéu à Mazda. Com recursos mais limitados do que a maioria dos construtores mundiais – que aproveitam sinergias de grupo para obter economias de escala – a Mazda continua a traçar o seu próprio caminho de forma independente. Desenvolve as suas próprias plataformas, os seus próprios motores, as suas próprias soluções. E tudo isto sem recurso aos préstimos de outras marcas. Notável, não é?

Mas a Mazda foi ainda mais longe. Quando todos os outros fabricantes apostaram na redução do volume dos motores (o chamado downsizing), recorrendo à sobrealimentação e a sistemas de injecção direta, a Mazda manteve a cilindrada dos seus motores e lançou uma nova geração de motores atmosféricos SKYACTIV a gasolina que apostavam noutro sentido: redução de perdas energéticas por fricção e aumento da taxa de compressão. Todos disseram: o caminho não é esse Mazda. Porém o tempo veio dar razão à marca nipónica: afinal o downsizing não era a resposta.

Resultado? A Mazda continua a bater recordes absolutos de vendas em todos os mercados e a afirmar que antes da eletrificação do automóvel, ainda há muito caminho por explorar nos motores de combustão em termos de eficiência. Tal como noticiámos esta semana, a Mazda quer elevar mais uma vez a fasquia.

Como?

Implementando na próxima geração de motores SKYACTIV a gasolina (que podem chegar ao mercado já em 2018) a tecnologia HCCI, que significa “Homogenous Charge Compression Ignition”, ou “ignição por compressão com carga homogénea”. Com esta tecnologia, a ignição do combustível concretiza-se através da alta taxa de compressão do motor, dispensando as tradicionais velas de ignição para iniciar a explosão da mistura. Ou por outras palavras, a pressão na mistura é tanta que despoleta a sua ignição.

No fundo, é aquilo que já acontece nos motores Diesel, que são mais eficientes que as motorizações a gasolina tradicionais no aproveitamento de energia mas que por outro lado são mais poluentes (devido aos gases gerados pela combustão do gasóleo).

Face aos motores Diesel, outra das vantagens dos motores HCCI é que dispensam os sistemas de injeção direta ou common rail: o combustível é pulverizado para a câmara de combustão em menores quantidades e de forma mais homogénea – factor fundamental para que haja detonação do combustível por igual. Ver imagem em baixo:

Várias marcas já tentaram implementar esta tecnologia nos seus motores de produção: Nissan, Opel (GM), Mercedes-Benz e Hyundai. Todas tentaram mas nenhuma teve sucesso.

Aparentemente, a Mazda conseguiu aumentar a taxa de compressão dos seus motores HCCI para um valor extremo que deverá estar próximos dos 18:1. Em termos comparativos, os motores Diesel têm uma taxa de compressão média de 16:1, enquanto nos motores a gasolina tradicionais esses valores variam entre os 9:1 e os 10,5:1 (dependendo se são atmosféricos ou turbo).

Nota: A taxa de compressão diz respeito ao número de vezes que o volume da mistura ar-combustível do cilindro é comprimido na câmara de combustão antes da explosão.

Vantagens deste sistema

Segundo a Mazda, trabalhar com a detonação HCCI em vez de trabalhar com a ignição tradicional reduz até 30% a produção de NOx na combustão. E não são só as emissões que diminuem, os consumos também diminuem – valores que como sabemos não estão correlacionados.

Este vídeo da General Motors mostra como funciona o sistema HCCI:

Problemas, problemas, problemas

Teoricamente, o princípio é simples: taxa de compressão elevada+mistura homogénea = combustão mais eficiente e limpa. O princípio é simples mas a execução é complexa.

Para que este sistema funcione corretamente é necessário um software e um hardware capaz de monitorizar o calor na câmara de combustão, as rotações, a injeção de combustível e o tempo de abertura e fecho das válvulas. É altamente complexo casar todos estes fatores em tempo real mantendo a agradabilidade de utilização. Muitas marcas tentaram, nenhuma conseguiu.

Outro problema é o funcionamento a frio, enquanto a câmara de combustão não atinge a temperatura ideal de funcionamento a combustão é irregular.

Ao que parece a Mazda, ao contrário das marcas já citadas, conseguiu resolver todos estes problemas. Como? Brevemente ficaremos a saber. O objetivo da Mazda é que a próxima geração do Mazda3 já venha equipado com motores SKYACTIV HCCI, um modelo que tem lançamento previsto já para 2018.

Entretanto, esperamos que a Mazda também não se esqueça deste motor…

fonte:http://www.razaoautomovel.com

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Domingo, 23 de Outubro de 2016

O que fazer quando o Start/Stop não funciona como deve ser

Quando o Start/Stop não funciona o problema pode basear-se apenas nas condições necessárias ao seu funcionamento, o que por norma implica uma solução simples.

O sistema Start/Stop veio poupar muito dinheiro a muitos condutores, mas por vezes este pode não fazer o seu trabalho como deve ser e quando tal acontece, é preciso saber o que fazer. Por norma, quando o Start/Stop não funciona corretamente, basta tomar algumas medidas para resolver o problema. No entanto, há sempre casos em que o melhor a fazer é ir à oficina tratar do assunto.
 
Note que há diferenças no sistema Start/Stop em carros com transmissão automática e transmissão manual. Por norma, toda a informação de que necessita acerca do sistema pode ser encontrada no manual de instruções, que deve sempre consultar.
 

CAUSAS COMUNS

A maior parte dos automobilistas sente que o Start/Stop não funciona corretamente quando algumas das condições necessárias ao devido funcionamento do sistema não são cumpridas – isto incluindo condições normais de segurança como não ter o cinto posto, pois a falta destas impede o sistema de funcionar. O mau funcionamento pode vir na forma do motor não parar ou arrancar quando deve, ou arrancar por si só.
 
Por norma, a causa mais comum de problemas baseia-se na temperatura exterior. Se esta se aproximar do ponto de congelamento ou for superior a 30ºC, o sistema pode não funcionar, sendo que quando o motor não estiver à temperatura normal de funcionamento pode não parar quando é suposto.
 
A capacidade e a temperatura da bateria também são fatores a ter em conta, tal como o consumo de eletricidade no carro – ter o ar condicionado ligado, o telemóvel a carregar, o desembaciador e o rádio ligados podem não ajudar.
 
Quando o Start/Stop não funciona, melhor a fazer é certificar-se sempre que as condições referidas no manual de instruções são respeitadas. As referidas acima são apenas algumas das mais comuns.
 

O QUE FAZER QUANDO NADA RESULTA

Por vezes o sistema Start/Stop não funciona apesar de estar tudo bem. Nestes casos em que o problema simplesmente não o larga, o melhor a fazer é desligar o sistema e aguardar até poder ir à oficina ver o que se passa. Pode-se tratar de um simples defeito no seu sistema, ou de algo mais grave.
 
Há muitos condutores que se limitam a desligar o sistema pois este, apesar de ajudar a poupar combustível e a reduzir as emissões de CO2, também aumenta o desgaste, o que também tem os seus problemas associados. Deve ponderar bem qual a decisão mais económica para si.
fonte:http://www.e-konomista.pt/
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Caixa automática: vantagens e desvantagens

Com o mundo automóvel em constante desenvolvimento temos que nos perguntar várias vezes quais são as vantagens e as desvantagens de novas tecnologias e inovações. Uma dessas novas tecnologias é a caixa automática, que para uns é uma bênção e que a outros tira o prazer da condução.
 

3 VANTAGENS DA CAIXA AUTOMÁTICA

 

1. MAIOR FACILIDADE A CONDUZIR

Para novos condutores, uma caixa automática é muito mais fácil de utilizar do que uma manual. Apesar de não haver nenhum bicho de sete cabeças na embraiagem, esta continua a precisar de alguma prática para dominar.

Com mudanças automáticas é muito mais fácil conduzir, e não é necessária qualquer preocupação com as mudanças – daí muitos dizerem que tira algum do prazer da condução. 
 

2. MELHOR PARA CONDUTORES INEXPERIENTES

Não basta ser mais fácil de utilizar, mas também é melhor para condutores inexperientes. Ao passar por terrenos íngremes e por zonas com muitos carros, a caixa automática liberta-nos de todo o trabalho que envolve a embraiagem e as mudanças.

Em zonas com muito trânsito não é preciso mais que pôr o pé no pedal para o carro ir, e todos sabemos como o ponto de embraiagem pode ser difícil para quem está a aprender. Assim, reduz o risco de deixar o carro ir abaixo – bem como o de embaraços.
 

3. FACILIDADE DE VENDA

Existem muitas pessoas à procura de mudanças automáticas, seja por quererem experimentar a novidade, seja por quererem oferecer o carro a alguém com menos experiência. Um carro com mudanças automáticas pode-se vender facilmente, e pode encher mais a carteira.

 

3 DESVANTAGENS

 

1. MENOR CONTROLE

Condutores inexperientes beneficiam muito da caixa automática, mas condutores mais hábeis não. Como é tudo automático, perde-se algum controle sobre as mudanças. Como o condutor não tem tanto controle sobre as mudanças, pode acabar por perder mais combustível e/ou tempo do que deveria em certas situações.
 

2. MAIOR CONSUMO

Como quem manda não é só o condutor, é difícil usar a caixa de velocidades para poupar no combustívelquando as mudanças são automáticas. Além disso, regra geral, motores que usam a manete consomem menos que motores automáticos, o que faz com que possa poupar mais a longo prazo.
 

3. MENOS CUSTOS DE MANUTENÇÃO

Um carro com mudanças automáticas é mais complexo do que um com mudanças manuais. Quando deixa de estar na mão do condutor, todo o sistema de controle de mudanças aumenta a complexidade do carro.

Maior complexidade significa que o mecânico cobra mais quando o carro entra na oficina. Quanto mais difícil, maior o custo do serviço.

fonte:http://www.e-konomista.pt/a

publicado por adm às 10:09
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Como interpretar as inscrições nas laterais dos pneus

As inscrições laterais dos pneus são, muitas vezes, confusas ou simplesmente incompreensíveis para muitos condutores. A parte lateral de um pneu apresenta, tipicamente, uma infinidade de códigos e números impressos que são usados para identificar o tamanho e as características físicas do produto, bem como pormenores relativos à sua fabricação. Muitas destas inscrições possuem pouca ou nenhuma importância para o condutor – outras, no entanto, contêm informações essenciais, que podem ser decisivas quando se trata de fazer a escolha acertada de pneus. Para aqueles que gostam de ser consumidores informados, importa familiarizarem-se com o significado das seguintes inscrições:Apesar de existir uma multiplicidade de inscrições que podem estar presentes num pneu, o presente artigo centrar-se-á no código de 11 carateres (dígitos e letras) que, tipicamente, todos os pneus apresentam. A título ilustrativo, e para uma melhor compreensão da informação que se segue, é possível consultar o exemplo seguinte: 195/50R15 91H

Largura do pneu

A largura do pneu encontra-se traduzida nos primeiros três dígitos do código. Esses três dígitos referem-se à largura do pneu em milímetros. Por exemplo, um pneu com cuja inscrição seja 285, mede 285 milímetros de largura, ou seja, 285mm desde a ponta do flanco esquerdo à ponta do flanco direito. A largura mais comum dos pneus atualmente presentes no mercado é de 225mm, mas os valores variam, essencialmente, entre 155mm e 335mm, salvo raras exceções.

Proporção altura/largura do pneu

Separados por uma barra, estão o quarto e quinto dígitos do código do pneu, traduzindo o rácio entre a altura e largura do mesmo. Esta proporção é explícita numa percentagem, por exemplo, se o número inscrito for 60, isso significa que a altura do pneu corresponde a 60% da largura do mesmo. Quanto mais baixo for o valor, menor é altura do pneu, e quanto menor a altura, melhor será a aderência nas curvas. O valor de proporção altura/largura mais comum nos pneus atuais é 55%.

Radial

De seguida, o código de 11 carateres apresentará, provavelmente, a letra R. Isto significa que trata de um pneu radial. Os pneus que se encontram disponíveis no Velocini  e no mercado em geral, possuem construção interna radial, ou seja, as suas cordas internas são posicionadas num ângulo de 90 graus (perpendicularmente) relativamente à direção de deslocação do veículo de modo a conferir força adicional ao pneu – as cordas internas fluem em direção ao centro do pneu, não causando sobreposições entre si. Se um pneu não possuir construção radial, possuirá construção diagonal (também designado, por vezes, como pneu convencional).

Diâmetro da jante

Os dois dígitos que se seguem, referem-se ao diâmetro da jante. Esta medida encontra-se traduzida em polegadas, uma unidade de medida anglo-saxónica. Desde modo, um pneu cuja inscrição seja 16, possuirá 16 polegadas de diâmetro da jante.

Índice de carga

Este índice, manifesto em dois dígitos, indica a carga máxima que o pneu pode suportar quando está insuflado à pressão máxima considerada segura pelas recomendações do fabricante. Contudo, é importante manter o seguinte em atenção: no caso de um pneu que esteja marcado com o número 97, isso não significa que ele só pode suportar 97kg com segurança, significa apenas que o seu índice de carga é 97. Assim, para determinar corretamente o peso suportado pelo pneu, é necessário consultar uma tabela específica que determina o peso em kg para cada índice. Por exemplo, para um índice de 97, o peso máximo de carga é de 730 kg / pneu. Essa tabela é a seguinte:

Código de velocidade

Finalmente, o código de 11 carateres é composto por uma letra que traduz a classificação de velocidade, indicando a velocidade máxima que o fabricante certificou que o pneu consegue transportar a carga do veículo em segurança. As classificações de velocidade variam de A (a mais baixa) a Y (a mais alta) com uma exceção: a letra H não segue a ordem alfabética e corresponde a uma classificação entre T e V (ocupando o lugar que, teoricamente, seria da letra U). Tal como acontece com o índice de carga, cada letra corresponde a um equivalente em km/h, sendo que a tabela é a seguinte:

É importante notar que o código de velocidade é uma indicação unicamente relacionada com as capacidades do pneu que, em caso algum, autoriza o condutor a conduzir acima dos limites de velocidade legais.  

 

fonte:http://velocini.com/

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Sábado, 22 de Outubro de 2016

Embraiagem dura: o que significa?

O seu carro tem a embraiagem dura? Não é falta de força sua, e pode vir a ter de substituir a embraiagem. Saiba o que significa o problema, e como o evitar no futuro

Quem tem um carro com embraiagem dura sabe o quanto custa conduzi-lo, pois exige maior esforço por parte do condutor, sendo que por vezes as pernas e/ou as costas ficam a queixar-se umas boas horas após fazermos viagem. Quando tal acontece, é difícil ter prazer a conduzir, mas a verdade é que quando a embraiagem está neste estado é uma clara indicação de que algo está mal, e apesar de não ser um problema urgente, é um que tem de ser abordado.

Note que problemas na embraiagem não devem ser ignorados, pois este é um componente essencial do seu carro. Quando notar que algo não está bem, deve agir de imediato, ao invés de deixar o problema piorar. Verificar o estado do carro de vez em quando também não pode fazer mal.
 

O QUE SIGNIFICA?

Por norma a grande causa da embraiagem dura é o desgaste, que faz com que esta possa vir a ter que ser substituída. O problema, nestes casos, acaba por ser inevitável, apesar de poderem ser adotadas medidas para o adiar.

Pode também ter a embraiagem dura devido à existência de danos. Estes podem ir bastante além do simples desgaste, que vai piorando com o tempo, até danos em peças cruciais, que podem comprometer a sua segurança. Isto implica uma maior dor de cabeça, e uma maior despesa na oficina.

A embraiagem rija pode também significar que o cabo está prestes a romper, ou que não está lubrificado. Deve sempre verificar o estado do mesmo quando dá de caras com o problema, pois será a solução mais económica.

 

CUIDADOS A TER

Por norma, um carro fica com a embraiagem dura ou por esta ter sido utilizada ao ponto do desgaste ser suficiente para causar o problema, ou pelo mau uso. Passar por lombas a acelerar, reduções bruscas de velocidade, e o uso de marcha alta a baixa velocidade são causas que podem vir a contribuir para o problema.

Como tal, isto implica ser necessário conduzir com cuidado para evitar problemas na embraiagem – e noutros componentes. Aquilo que é aconselhado é praticar sempre uma condução defensiva, sem grandes abusos, pois não só se manterá em segurança como estará a zelar pelo bem da sua carteira.

Quando dá pela embraiagem rija, o melhor a fazer é tentar descobrir a raiz do problema, tanto para saber com o que poderá contar, como para saber como evitar o problema no futuro.

fonte:http://www.e-konomista.pt/

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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2015

Dicionário do motor: conheça os termos automotivos

Alguma vez você se deparou com um termo automotivo que ainda não conhecia? São tantas siglas, componentes e equipamentos que fica difícil até mesmo para alguns entusiastas estarem a par de todo o “vocabulário do motor".

Pensando nisso, o iCarros elaborou um glossário com alguns dos termos mais populares - mas não necessariamente conhecidos - que aparecem constantemente quando o assunto é automóvel. Portanto, pegue um bloco de notas, tire suas dúvidas e faça bonito nas conversas com os amigos ou na oficina.

Câmbio automatizado

Os câmbios automatizados muitas vezes são confundidos com os câmbios automáticos, mas seu funcionamento é basicamente o de uma transmissão manual com troca de marchas robotizada. Segundo Ricardo Dilser, assessor técnico da Fiat, as transmissões automatizadas compartem muitos componentes com as transmissões manuais. “O câmbio automatizado é como um câmbio tradicional, com embreagem, mas todo seu acionamento é comandado por um sistema hidráulico e gerenciado por um módulo eletrônico”, explica Dilser.

Câmbio CVT

A sigla CVT deriva de “Continuously Variable Transmission”, ou seja, transmissão continuamente variável. Esse sistema se adapta às necessidades do motor, criando uma série de relações de marchas por meio da utilização de duas polias (normalmente cônicas) que mudam de posição conforme a relação de marcha pretendida. Diferentemente dos câmbios tradicionais - manual, automático ou automatizado -, as trocas de marchas são praticamente imperceptíveis, por serem progressivas e contínuas.

Cilindrada

O termo “cilindrada” se refere à soma do volume interno de todos os cilindros do motor. Portanto, a cilindrada é a quantidade de gases que o motor comporta dentro dos cilindros. Por exemplo, quando se diz que um motor de quatro cilindros é 2.0, 2 litros ou 2.000 cc, significa que cada um dos seus cilindros comporta 500 ml de gases (500 ml x 4 cilindros = 2 litros do motor).

Direção elétrica / eletrohidráulica

Os sistemas de direção assistidos podem ser hidráulico, elétrico ou eletrohidráulico. O primeiro sistema ainda é o mais comum no Brasil e consiste em uma bomba impulsionada pela força do motor que faz circular óleo dentro da caixa de direção, facilitando o esterçamento do volante.

Já a direção eletricamente assistida atua por meio de um motor elétrico que facilita o esterçamento e reduz o esforço do condutor. Esse sistema tem como vantagem a economia de combustível, já que não utiliza a força do motor. 

Os equipamentos eletrohidraulicos, por sua vez, unem um pouco de cada um dos sistemas anteriores. O funcionamento é semelhante ao da direção hidráulica, porém, ao invés de possuir uma bomba alimentada pela força do motor, a direção eletrohidraulica possui um motor elétrico próprio que bombeia o óleo para dentro da direção.

ESP

ESP é a sigla utilizada para se referir ao controle de estabilidade, chamado “Electronic Stability Program” em inglês. Esse sistema possui uma série de sensores que interpretam diversas variáveis, como velocidade das rodas, ângulo de esterço do volante, velocidade do carro, inclinação da carroceria e posição do pedal do acelerador. “Se a velocidade do carro não for compatível com o ângulo de esterço do volante ou com a aderência da pista, o ESP vai atuar nos freios e também na potência do motor para recompor a estabilidade”, afirma Dilser.

EBD / ABS

O EBD pode não ser tão conhecido como o ABS, apesar de funcionarem em conjunto. A sigla em inglês para “Electronic Brake Distribution” significa distribuição eletrônica dos freios. Essa tecnologia está presente em todos os sistemas de ABS modernos e distribui a força de frenagem entre os eixos dianteiro e traseiro conforme a necessidade. O ABS, por sua vez, é um sistema antitravamento. Em casos de freadas bruscas, ele identifica por meio de sensores se alguma das rodas irá travar e atua para que ela continue girando - mantendo o veículo sob controle e permitindo a realização de manobras.

Isofix

Isofix é um sistema de fixação para cadeirinhas infantis que possui pontos de ancoragem padronizados e prendem o equipamento diretamente na estrutura do carro (chassi), garantindo que a cadeirinha não se desloque em caso de colisão. Esse tipo de fixação possui instalação mais rápida e simples do que o sistema de fixação com cinto de segurança de três pontos.

Além do Isofix, existe também o sistema chamado Latch (do inglês, Ancoragem Inferior e Alças para Crianças), modelo de ancoragem com padrão norte-americano que adota alças e cintas para fixar a cadeirinha diretamente em encaixes posicionados no banco, independente dos cintos de segurança.

Potência

De acordo com Ricardo Dilser, potência é fruto de um cálculo baseado no torque e na rotação do motor. “Nos motores, potência é um resultado matemático obtido do cálculo do valor de torque multiplicado pela rotação do motor, dividido por 703”, explica o assessor técnico da Fiat. Portanto, um motor que tem mais torque em rotações mais altas acaba gerando mais potência. “Se o motor estiver gerando 20 kgfm de torque a 2.000 rpm, a potência nesse momento será de 57,14 cv a 2.000 rpm (20 x 2.000 / 703). Porém, se o torque ocorrer a 4.000 rpm, a potência sobe para 113,8 cv a 4.000 rpm”, exemplifica Dilser.

Torque

Torque é a força que o motor gera. Quanto maior for a força do motor, maior será a capacidade do veículo em vencer obstáculos, subir rampas ou rebocar objetos. A unidade de medida mais utilizada para representar o torque é “kgfm” (kilograma força metro). Quanto maior esse valor, maior é a força gerada pelo motor.

Turbo e compressor de ar

O turbo é um compressor de ar acionado pelos gases que seriam expelidos pelo escapamento. O fluxo de gases do escape que seria descartado é utilizado para girar um rotor que, por sua vez, gira uma turbina que força ar novo para a admissão do motor, tornando a mistura ar/combustível mais rica.

Dilser explica que o funcionamento do compressor de ar (também chamado de “Supercharger”) é semelhante ao do turbo, porém, tem outro acionamento.  “O compressor de ar não é movimentado pelos gases de escape, mas sim mecanicamente pelo próprio motor, seja por meio de correntes ou por meio de engrenagens. A função, tanto do compressor de ar como do turbo é comprimir ar para dentro dos cilindros, aumentando torque e potência”, detalha o assessor técnico.

 

fonte:http://www.msn.com/

publicado por adm às 20:31
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Sábado, 17 de Janeiro de 2015

Dez dicas para que não seja enganado na reparação do seu veículo

Dada a proliferação dos negócios clandestinos do pós-venda, damos-lhe algumas ferramentas chave para que consiga identificar as oficinas de confiança.

As oficinas ilegais concentram já 20% do total das reparações feitas em território espanhol. São 10.000 os negócios clandestinos do pós-venda repartidos por toda a geografia espanhola que antepõe o preço à segurança e o rigor da reparação, deixando os condutores que optam pelos seus serviços completamente desprotegidos, devido à ausência de faturas e de garantias que devem ser entregues por lei, ou por falta de equipamentos e pessoal qualificado para reparar o veículo. Perante isto, a pergunta é: como evitar as oficinas ilegais e como escolher bem a oficina para deixar o seu veículo?

Partindo desta premissa, a Associação Nacional de Vendedores de Veículos a Motor, Reparação e Peças de Substituição (GANVAM), que representa mais de 6.000 empresas dedicadas à manutenção e reparação - oferece dez dicas para escolher corretamente a oficina. Uma dezena de simples passos para evitar uma grande dor de cabeça.

A placa, confiança à primeira vista
Se não há nenhuma placa num lugar visível na fachada da oficina, é melhor dar logo a volta. A lei exige às oficinas terem e a mostrar de forma clara e visível a devida identificação que demonstra que estamos perante uma oficina autorizada, que deverá conter o seu número de identificação no registo industrial e a sua atividade.

A especialidade pode evitar danos maiores
Verifique qual é a especialidade da oficina (mecânica, eletricidade, carroçaria, pintura…). Nem todas as oficinas estão preparadas e autorizadas a realizar todas as operações. Se uma oficina se oferecer para realizar uma reparação de uma atividade para a qual não está registada, muito cuidado, neste caso, a reparação pode levar a sérias avarias, o que pode originar consequências bastante graves.

O seu veículo em boas mãos
Peça o comprovativo de depósito para comprovar que deixou o veículo na oficina. Assim, se alguma coisa acontecer (roubo, incêndio da oficina, etc.) é a única forma de poder reclamá-lo. E se ficarem registados os quilómetros com que deixou o seu carro, ainda melhor, se este apresentar uma quilometragem muito superior a quando o deixou na oficina, poderá logo exigir explicações.

O preço dos serviços sem surpresas
Pergunte à oficina o custo dos diversos serviços que pode oferecer, o preço por hora da mão-de-obra, etc. Se quiser um orçamento, lembre-se de que tem o direito de o solicitar por escrito e deverá aceitá-lo e assiná-lo antes de prosseguir com a operação. Não se esqueça!

Sem a fatura não
A fatura não é uma opção, mas sim uma obrigação. Deve ser clara e especificar os custos, arranjos, peças substituídas e horas de trabalho, tudo detalhadamente descriminado. A fatura também é uma garantia de que se efetua o correspondente pagamento do IVA. Devido às oficinas ilegais, deixaram de ser arrecadados pelo estado espanhol 210 milhões de euros anuais deste imposto.

Um trabalho com garantia
A lei protege-o. Se recorrer a uma oficina legalmente estabelecida, é-lhe concedida uma garantia de reparação durante 3 meses ou 2.000 km., a não ser que a peça tenha uma garantia superior. Além disso, há muitas oficinas que oferecem uma garantia comercial adicional. Mas não poderá desfrutar de qualquer um destes direitos, se não tiver um comprovativo de depósito ou uma fatura de reparação. Peça-a sempre! E se a avaria depois voltar a aparecer? Como poderá reclamá-la sem a garantia?

Com as peças não se brinca
A oficina deve usar peças de substituição novas. Se as peças já não foram comercializadas ou não poderem ser adquiridas por outro qualquer motivo, a oficina que utilizar peças de substituição em segunda mão deve ser autorizada pelo cliente para fazê-lo. E nem sempre isso é possível, porque quando se trata de elementos de direção, suspensão ou pneus, por razões de segurança, peças usadas não pode ser utilizadas.

A limpeza é um cartão de visita
Uma oficina arrumada e limpa não é apenas uma questão de estética. A limpeza e aparência externa e interna do centro diz muito sobre como se trabalhar nessa oficina. Também é um bom sinal de que este é um serviço confiança e que o resultado será o esperado. Além disso, podemos garantir que os resíduos gerados pela manutenção ou reparação do veículo são bem acondicionados ou reciclados e que a saúde dos trabalhadores da oficina está protegida.

A comunicação é transparência
Não hesite em perguntar ao reparador quais sãs as avarias e como vão repará-las. A transparência entre a oficina e o cliente deve ser a máxima. Quando deixar o seu veículo não se esqueça de verificar o número de telefone e o e-mail. Não há nada a esconder.

O livro de reparações, um histórico completo
O livro de reparações não é mais do que um relatório com todas as operações efetuadas no um veículo durante a sua vida útil. Este registo, que deve ser público, só pode ser acedido por oficinas devidamente registadas, de modo a que os negócios clandestinos não tenham acesso a ele. Uma pista muito útil para saber onde não deve levar o seu veículo.

Colaboração dos cidadãos
Definir e analisar todos estes detalhes é fundamental para escolher uma oficina dentro da lei e minimizar o impacto das oficinas ilegais, que nos últimos seis anos têm gerado uma perda de 3,5 mil milhões de euros para o sector legalmente registado. Além disso, devido a esta atividade ilícita, o governo espanhol deixa de arrecadar 230 milhões de euros por ano em impostos e cerca de 112,5 milhões de euros de contribuições sociais, o que representa um rombo na economia que prejudica a todos. Portanto, não hesite: se acha que está num centro ilegal, informe imediatamente as autoridades.

 

fonte:http://www.autoaftermarketnews.com/

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publicado por adm às 17:25
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