Quarta-feira, 8 de Junho de 2011

Ar-comprimido no motor reduz consumo de combustível à metade

Motor híbrido a ar

Os veículos híbridos e elétricos capturam a energia dos freios, transformando-a em energia elétrica, que é utilizada para recarregar as baterias.

Per Tunestal, engenheiro da Universidade de Lund, na Suécia, diz ter uma ideia melhor.

Segundo ele, seria melhor usar a energia das frenagens para comprimir ar dentro de um pequeno cilindro.

Esse ar pode ser então usado para ajudar a empurrar os pistões do motor, em um conceito conhecido como motor híbrido a ar, ou híbrido pneumático.

Quando há ar disponível no reservatório, o motor passa a funcionar no chamado "modo compressor", em que a explosão do combustível é substituída pelo ar-comprimido.

Motores multicombustível

O conceito não é novo. A montadora Ford levou-o bastante a sério há cerca de uma década, mas arquivou o projeto por dificuldades tecnológicas.

Mas Tunestal afirma que agora a tecnologia é totalmente realística, exigindo poucas alterações no projeto de um carro normal para chegar ao mercado.

Segundo o pesquisador, toda a tecnologia para construção do motor híbrido a ar está disponível, não exigindo nenhum material especial. Além disso, o motor híbrido pneumático é menor do que o motor híbrido elétrico, otimizando o projeto dos carros.

A tecnologia pode ser usada com motores a gasolina, etanol, gás natural ou diesel.

 

Motor quase real

"Esta é a primeira vez que alguém faz experimentos em um motor real. As pesquisas até hoje eram apenas teóricas. Além disso, nós usamos dados que resultam em ciclos de rodagem realistas, como, por exemplo, dados dos padrões de direção dos ônibus de Nova Iorque," afirma Sasa Trajkovic, coautor da pesquisa.

Os resultados indicam que os maiores ganhos do motor híbrido a ar vêm justamente dos padrões de uso urbano dos veículos, que andam e param constantemente.

"Minhas simulações mostram que os ônibus urbanos podem ter uma redução no consumo de combustível de até 60% com o uso dos motores híbridos a ar," afirmou Trajkovic.

A eficiência de conversão da energia das frenagens em ar-comprimido, e daí em energia utilizável pelo motor, chegou a 48%, equivalente à dos veículos híbridos elétricos.

O motor real utilizado nos testes, contudo, tem apenas um cilindro. O próximo passo da pesquisa será construir um motor híbrido a ar de quatro cilindros, o que poderá colocar a tecnologia mais próximo da utilização prática.

fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/n

publicado por adm às 22:03
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Segunda-feira, 6 de Junho de 2011

Radiador ativo gera economia de combustível de 15%

A grade frontal é acionada eletricamente de forma automática, controlada por sensores de temperatura

localizados no compartimento do motor, alterando a aerodinâmica do veículo. [Imagem: TIFFE]

 

Refrigeração eficiente

Inspirando-se nas geladeiras domésticas, uma equipe de engenheiros italianos desenvolveu uma nova estratégia de resfriamento dos motores de carros capaz de gerar uma economia de combustível de até 15%.

"Nós aplicamos uma estratégia de resfriamento mais tipicamente vista nos refrigeradores domésticos, usando uma quantidade limitada de refrigerante para fornecer alta eficiência," explica Carloandrea Malvicino, coordenador do Projeto TIFFE.

TIFFE é a sigla de Thermal Systems Integration For Fuel Economy - integração de sistemas termais para economia de combustível.

A tecnologia foi implantada em um novo veículo protótipo, que possui um design inovador na sua parte frontal, além de componentes avançados para uma troca de calor mais eficiente.

Além de otimizar a eficiência do motor, o melhor aproveitamento do calor melhora o conforto interno do automóvel.

Radiador ativo

Nas geladeiras domésticas, um fluido especial, chamado refrigerante, passa através de uma rede de tubos e radiadores, retirando calor do interior da geladeira e despejando-o do lado de fora.

O novo sistema de arrefecimento para carros faz a mesma coisa em um veículo em movimento.

Um líquido especial captura o calor no compartimento do motor do veículo e irradia-o no ar exterior através de painéis especiais fixados na parte inferior do veículo.

Quando o veículo está em movimento, e quando se exige uma grande energia de resfriamento, o ar que entra pela dianteira do veículo pode ser dirigido por uma grade frontal ajustável.

 

 

Radiador ativo gera economia de combustível de 15%
O sistema força o ar a fluir através de painéis especiais de irradiação de calor, acelerando a troca de calor. [Imagem: TIFFE]

A grade força o ar a fluir através de painéis especiais de irradiação de calor, acelerando a troca de calor.

Esses painéis podem ser instalados na parte inferior do veículo, ou mesmo no capô.

Quando o resfriamento exigido já não é tão grande, a grade é fechada, melhorando o perfil aerodinâmico do veículo.

Aerodinâmica e economia de combustível

Malvicino afirma que o novo sistema custa menos do que o sistema convencional de radiador devido ao seu elevado nível de integração e modularidade.

Mais importante, os testes mostraram um aumento notável na economia de combustível, de cerca de 15%, durante o uso real do veículo-protótipo.

O maior ganho vem da melhoria aerodinâmica.

Enquanto os carros atuais têm sempre um enorme radiador voltado perpendicularmente ao ar frontal, criando um efeito anti-aerodinâmico, no novo sistema o ar pode ser desviado quando o arrefecimento não precisa de potência total.

A grade frontal é acionada eletricamente de forma automática, controlada por sensores de temperatura localizados no motor do veículo.

Malvicino afirma que se pode esperar, de forma bastante realística, ver veículos com o novo sistema TIFFE no mercado por volta de 2015.

fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/

publicado por adm às 22:57
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