Domingo, 19 de Outubro de 2014

O QUE VOCÊ SABE SOBRE LUBRIFICANTES AUTOMOTIVOS?

Autoesporte listou as principais dúvidas sobre o assunto e Otavio Campos, Supervisor Técnico da Shell Lubrificantes conversou com a gente

 

As dúvidas sobre lubrificantes automotivos são bem comuns, normalmente deixamos tudo na mão do mecânico e está resolvido. Mas você já parou para pensar que pode não ser tão complicado? Você sabe a diferença entre óleo mineral e sintético? O que faz a diferença na hora de escolher o óleo? Listamos essas e outras das principais dúvidas sobre o assunto, para Otávio Campos, Supervisor Técnico da Shell Lubrificantes responder para você. Confira:

Autoesporte - Vale a pena trocar o lubrificante durante sua vida útil?
Otávio Campos - De maneira geral, não. A maior parte dos fabricantes já especificam diferentes intervalos de troca em função da severidade das situações de uso. Esses períodos são determinados após muitos estudos.  Há exceção quando, por exemplo, ocorre vazamento de óleo ou alguma outra anormalidade no motor.

AE - Qual o lubrificante ideal para motores muito rodados?
OC - Veículos com muitos quilômetros rodados tendem a ter um desgaste muito maior nos motores, o que causa folgas (espaços entre os componentes), no entanto, isso não está relacionado necessariamente à idade do veículo. O histórico de manutenção faz toda a diferença. Mas claro, existem os lubrificantes recomendados para veículos que apresentem ruídos, por exemplo, que pode ser um sinal desse desgaste. Nesse caso o lubrificante deve ser mais espesso, de maior viscosidade, pra que ele preencha essas folgas.

AE - Mineral, semisintético ou sintético, o que muda além da recomendação?
OC - O que muda é a base do lubrificante. Apesar da base ser mineral para os três, a diferença é que o mineral é obtido diretamente através do refino do petróleo. O sintético passa por um processo industrial, e as moléculas que compõe os óleos são mais uniformes, o que promove benefícios como resistência à oxidação, melhor viscosidade, maior poder de limpeza, muda a qualidade. O semi é a mistura dos dois. Todas essas características fazem com que eles preservem mais o equipamento, conferindo maior durabilidade. A recomendação é sempre seguir o manual do carro, alguns restringem o uso do óleo sintético, mas se não houver nenhuma restrição, o sintético tende a ser melhor opção.

AE - Além da viscosidade, o que mais o proprietário deve prestar atenção?
OC -
A viscosidade é, definitivamente, a propriedade mais importante a ser observada. Ela é definida pelo fabricante do veículo de acordo com o acabamento do motor, são eles que conhecem o material usado, os níveis de folga, etc. Outro ponto importante é o desempenho. Essa característica é aferida pela tabela API, eles agrupam os óleos por classificações, e atualmente tem como nível mais avançado o tipo SN. Com a evolução de motores e lubrificantes, as exigências também aumentam, e cada nível de qualidade que surge cobre o anterior.

AE - Dá para levar a sério o método "digital" de verificação do óleo, quando o frentista ou mecânico afere com os dedos se o lubrificante ainda está bom?
OC - Sabemos que acontece, mas não é seguro. Avaliamos o desempenho em diversas esferas, e muitas propriedades devem ser consideradas, como alcalinidade, durabilidade, viscosidade, entre outros. Equipamentos específicos aferem a qualidade do produto. No dedo, por experiência, a pessoa pode até perceber algumas características, mas isso não significa que é confiável. A coloração também é um fator que as mecânicas entendem como motivo para troca, mas o óleo fica escuro com o tempo, e é apenas um sinal de que ele está fazendo seu trabalho de forma correta.

AE - Se o motorista roda apenas na cidade, o prazo de troca tem que ser menor que o indicado?
OC - De maneira geral, a resposta é seguir o manual. As pessoas têm muitas dúvidas a respeito do que pode ser considerado um regime severo ou não. Rodar na cidade é abrangente, mas normalmente se associa ao “anda e para” no trânsito intenso e trechos curtos. Ambas são condições severas. Na primeira o veiculo também trabalha a uma temperatura muito elevada, o que força o motor e o lubrificante. Na segunda, o carro não atinge uma temperatura ideal de trabalho, o que também pode prejudicar o motor.

AE - Há algum lubrificante específico para motores flex?
OC - Sim. As classificações mais atuais já preveem a utilização dos óleos em carros flex. Mas existem alguns que são desenhados especificamente para esses veículos. São óleos que protegem o motor da água que se forma com o uso do etanol. Essa água pode corroer o metal, portanto o lubrificante deve se misturar a ela para proteger o motor.

AE - E os carros antigos cujos motores foram projetados para óleos de outra era, eles tem óleo específico?
OC - Os motores mais antigos não tinham acabamento tão bom como os atuais, as folgas eram maiores, por exemplo. Ao longo dos anos, a viscosidade dos lubrificantes foi diminuindo para atender a evolução dos motores, e normalmente, motores mais antigos pedem tipos de óleo mais espesso. Fora a viscosidade, do ponto de vista tecnológico, a especificação mais moderna do produto atende todas as anteriores.

AE - Os lubrificantes que ajudam a remover a borra são seguros? Será que os resíduos soltos não podem fazer mal ao sistema de injeção?
OC - Todo lubrificante tem poder de limpeza. No entanto, existem alguns tipos, como Premium e sintéticos, que tem uma capacidade de limpeza bem maior. Se o histórico de manutenção do carro é bom, teoricamente, a limpeza constantemente que ele proporciona é positiva, porque a formação de borra será menor. Caso a manutenção do carro não seja adequada, a formação de borra vai ocorrer, e a limpeza que o lubrificante proporciona pode fazer com quem alguma via do motor seja entupida. Se comprar um carro usado, e suspeitar que a manutenção não foi bem feita pelo outro dono, por exemplo, a recomendação é que se faça um intervalo reduzido de troca do óleo lubrificante na primeira vez, para que ele faça a limpeza. Após esse período, já pode seguir o intervalo de troca normal.

AE - O filtro precisa ser substituído a cada troca de óleo?
OC - É recomendável. Como o lubrificante tem, entre outras funções, a capacidade de limpeza, acaba por acumular sujeira. O filtro retém essas impurezas e tende a saturar durante o período de utilização do óleo.

AE - Posso completar o óleo com algum de outra marca?
OC - Sempre que se faz uma mistura de dois produtos, você forma um terceiro produto que é desconhecido. Dessa forma, não é possível precisar o desempenho e o período de troca. A recomendação é utilizar sempre a mesma marca. Outra dica importante: completar o óleo também não é recomendável. Salvo exceções como vazamento e outras anormalidades, pois a quantidade colocada no momento da troca deve ser suficiente, sempre.

 

fonte:http://revistaautoesporte.globo.com/S

publicado por adm às 21:32
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Sexta-feira, 4 de Junho de 2010

Inspecção visual dos amortecedores

Existem alguns sinais visíveis que indicam um amortecedor deficiente.

Estado do pneu: Um desgaste irregular poderá ser característico de um amortecedor gasto.

Fuga de óleo: A perda de óleo do amortecedor resulta num “mau funcionamento” e, como tal, na perda de amortecimento. Corrosão do prato da mola do amortecedor: Este problema fará com que o prato da mola acabe por se partir.

Corrosão da haste do pistão: Este problema produz uma rápida deterioração dos vedantes, o que causará a perda de óleo.

Casquilhos de suporte: Um casquilho de suporte rachado ou anormalmente deformado pode causar ruído na suspensão durante a aceleração, travagem ou passagem sobre obstáculos.

Suportes: Se estiverem partidos ou enfraquecidos, por desgaste do metal ou por corrosão, existe perigo de fractura.

fonte:www.autoaftermarketnews.com

publicado por adm às 11:57
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