Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2015

Dicionário do motor: conheça os termos automotivos

Alguma vez você se deparou com um termo automotivo que ainda não conhecia? São tantas siglas, componentes e equipamentos que fica difícil até mesmo para alguns entusiastas estarem a par de todo o “vocabulário do motor".

Pensando nisso, o iCarros elaborou um glossário com alguns dos termos mais populares - mas não necessariamente conhecidos - que aparecem constantemente quando o assunto é automóvel. Portanto, pegue um bloco de notas, tire suas dúvidas e faça bonito nas conversas com os amigos ou na oficina.

Câmbio automatizado

Os câmbios automatizados muitas vezes são confundidos com os câmbios automáticos, mas seu funcionamento é basicamente o de uma transmissão manual com troca de marchas robotizada. Segundo Ricardo Dilser, assessor técnico da Fiat, as transmissões automatizadas compartem muitos componentes com as transmissões manuais. “O câmbio automatizado é como um câmbio tradicional, com embreagem, mas todo seu acionamento é comandado por um sistema hidráulico e gerenciado por um módulo eletrônico”, explica Dilser.

Câmbio CVT

A sigla CVT deriva de “Continuously Variable Transmission”, ou seja, transmissão continuamente variável. Esse sistema se adapta às necessidades do motor, criando uma série de relações de marchas por meio da utilização de duas polias (normalmente cônicas) que mudam de posição conforme a relação de marcha pretendida. Diferentemente dos câmbios tradicionais - manual, automático ou automatizado -, as trocas de marchas são praticamente imperceptíveis, por serem progressivas e contínuas.

Cilindrada

O termo “cilindrada” se refere à soma do volume interno de todos os cilindros do motor. Portanto, a cilindrada é a quantidade de gases que o motor comporta dentro dos cilindros. Por exemplo, quando se diz que um motor de quatro cilindros é 2.0, 2 litros ou 2.000 cc, significa que cada um dos seus cilindros comporta 500 ml de gases (500 ml x 4 cilindros = 2 litros do motor).

Direção elétrica / eletrohidráulica

Os sistemas de direção assistidos podem ser hidráulico, elétrico ou eletrohidráulico. O primeiro sistema ainda é o mais comum no Brasil e consiste em uma bomba impulsionada pela força do motor que faz circular óleo dentro da caixa de direção, facilitando o esterçamento do volante.

Já a direção eletricamente assistida atua por meio de um motor elétrico que facilita o esterçamento e reduz o esforço do condutor. Esse sistema tem como vantagem a economia de combustível, já que não utiliza a força do motor. 

Os equipamentos eletrohidraulicos, por sua vez, unem um pouco de cada um dos sistemas anteriores. O funcionamento é semelhante ao da direção hidráulica, porém, ao invés de possuir uma bomba alimentada pela força do motor, a direção eletrohidraulica possui um motor elétrico próprio que bombeia o óleo para dentro da direção.

ESP

ESP é a sigla utilizada para se referir ao controle de estabilidade, chamado “Electronic Stability Program” em inglês. Esse sistema possui uma série de sensores que interpretam diversas variáveis, como velocidade das rodas, ângulo de esterço do volante, velocidade do carro, inclinação da carroceria e posição do pedal do acelerador. “Se a velocidade do carro não for compatível com o ângulo de esterço do volante ou com a aderência da pista, o ESP vai atuar nos freios e também na potência do motor para recompor a estabilidade”, afirma Dilser.

EBD / ABS

O EBD pode não ser tão conhecido como o ABS, apesar de funcionarem em conjunto. A sigla em inglês para “Electronic Brake Distribution” significa distribuição eletrônica dos freios. Essa tecnologia está presente em todos os sistemas de ABS modernos e distribui a força de frenagem entre os eixos dianteiro e traseiro conforme a necessidade. O ABS, por sua vez, é um sistema antitravamento. Em casos de freadas bruscas, ele identifica por meio de sensores se alguma das rodas irá travar e atua para que ela continue girando - mantendo o veículo sob controle e permitindo a realização de manobras.

Isofix

Isofix é um sistema de fixação para cadeirinhas infantis que possui pontos de ancoragem padronizados e prendem o equipamento diretamente na estrutura do carro (chassi), garantindo que a cadeirinha não se desloque em caso de colisão. Esse tipo de fixação possui instalação mais rápida e simples do que o sistema de fixação com cinto de segurança de três pontos.

Além do Isofix, existe também o sistema chamado Latch (do inglês, Ancoragem Inferior e Alças para Crianças), modelo de ancoragem com padrão norte-americano que adota alças e cintas para fixar a cadeirinha diretamente em encaixes posicionados no banco, independente dos cintos de segurança.

Potência

De acordo com Ricardo Dilser, potência é fruto de um cálculo baseado no torque e na rotação do motor. “Nos motores, potência é um resultado matemático obtido do cálculo do valor de torque multiplicado pela rotação do motor, dividido por 703”, explica o assessor técnico da Fiat. Portanto, um motor que tem mais torque em rotações mais altas acaba gerando mais potência. “Se o motor estiver gerando 20 kgfm de torque a 2.000 rpm, a potência nesse momento será de 57,14 cv a 2.000 rpm (20 x 2.000 / 703). Porém, se o torque ocorrer a 4.000 rpm, a potência sobe para 113,8 cv a 4.000 rpm”, exemplifica Dilser.

Torque

Torque é a força que o motor gera. Quanto maior for a força do motor, maior será a capacidade do veículo em vencer obstáculos, subir rampas ou rebocar objetos. A unidade de medida mais utilizada para representar o torque é “kgfm” (kilograma força metro). Quanto maior esse valor, maior é a força gerada pelo motor.

Turbo e compressor de ar

O turbo é um compressor de ar acionado pelos gases que seriam expelidos pelo escapamento. O fluxo de gases do escape que seria descartado é utilizado para girar um rotor que, por sua vez, gira uma turbina que força ar novo para a admissão do motor, tornando a mistura ar/combustível mais rica.

Dilser explica que o funcionamento do compressor de ar (também chamado de “Supercharger”) é semelhante ao do turbo, porém, tem outro acionamento.  “O compressor de ar não é movimentado pelos gases de escape, mas sim mecanicamente pelo próprio motor, seja por meio de correntes ou por meio de engrenagens. A função, tanto do compressor de ar como do turbo é comprimir ar para dentro dos cilindros, aumentando torque e potência”, detalha o assessor técnico.

 

fonte:http://www.msn.com/

publicado por adm às 20:31
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