Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

Estudo Bosch aponta vantagens dos carros a Diesel

Menor consumo de combustível, menores emissões de CO2 e um binário aproximadamente 50% maior do que o de um motor equivalente a gasolina são as principais vantagens que oferecem os veículos diesel.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A evolução alcançada nos últimos anos pela tecnologia diesel está a possibilitar uma mudança na percepção dos condutores europeus que até há pouco consideravam o diesel como algo lento, sujo e aborrecido de conduzir e, que agora, sentem-se inclinados para os novos “Clean Diesel” pelos seus aspectos económicos, ecológicos e de maior potência.


Sob esta perspectiva de mudança, a Bosch, líder em tecnologia diesel, apresentou à imprensa do sector, em Lisboa, os resultados de um recente estudo elaborado com base nos dados de um inquérito realizado nos cinco países europeus com maior parque automóvel, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália e Espanha, para conhecer a percepção que os condutores têm sobre os automóveis que usam esta tecnologia. 

Lorenzo Jiménez, Responsável de Marketing Equipamento Original, encarregado da apresentação do estudo, iniciou a sua intervenção expondo os resultados do inquérito realizado. Entre as conclusões demonstrou-se que, numa elevada percentagem, os condutores expressam uma preferência pela tecnologia diesel, perante as outras como a gasolina, os híbridos ou os veículos elétricos.

As principais razões invocadas pelos inquiridos cuja primeira escolha é o diesel são “mais económico”, “menor consumo” e “maior potência”; enquanto os argumentos que os inquiridos manifestam para não escolher um diesel são “baixa rentabilidade”, “pouco respeito pelo ambiente”, “não proporcionam prazer de condução, bem como os “custos adicionais muito altos comparados com os de gasolina”, particularmente no segmento de utilitários.

Em todos os segmentos, a razão mais mencionada para escolher um diesel é “menor consumo”, seguido de “preços inferiores do gasóleo em relação à gasolina”. Outro argumento importante referido pelos condutores é a “fiabilidade”.

Conclusões da Bosch

Para a Bosch, algumas das apreciações dos condutores europeus sobre os automóveis diesel como, por exemplo, que são “pouco respeitadores do meio ambiente”, ou que “não proporcionam prazer de condução”, não coincidem com a própria argumentação da Bosch para com este tipo de motores. 

A evolução que estes propulsores tiveram nos últimos anos, faz com que hoje em dia seja difícil “ouvir ou cheirar” a diferença entre um motor diesel e um a gasolina. Isto deve-se a uma série de inovações que começaram em 1989, quando foi inventada a injeção directa de alta pressão (incorporada pela primeira vez num Audi TDI). Em 1997, deu-se um passo decisivo com o sistema Common Rail, com os seus sensacionais rendimentos. Desenvolvimentos atuais como a recuperação de energia, o “downsizing” ou os híbridos aplicam-se, tanto a motores a gasolina, como diesel. Por esta razão, as vantagens do diesel, continuarão com as próximas inovações.

Hoje em dia, os diesel consomem aproximadamente 30% menos que os motores de injeção a gasolina e cerca de 25% menos que os motores a gasolina por injeção directa. O diesel é uma solução eficiente, inclusive, para carros desportivos.

Além disso, as emissões de CO2 são, em média, 25% inferiores às de um veículo a gasolina com as mesmas prestações. Quanto às emissões de partículas, os motores diesel cumprem estritamente a norma Euro 5 e, hoje em dia, com os filtros de partículas, este tipo de emissões poluentes estão muito próximas de zero. Finalmente, as emissões de óxidos de azoto, NOx, reduziram-se em mais de 98% nos últimos anos e os veículos diesel estão preparados, com o desenvolvimento de novas tecnologias como os catalisadores por redução SCR ou os catalisadores acumuladores de NOx, para reduzir adicionalmente as suas emissões entre 80 e 90%, sendo que, já hoje, podem cumprir a futura norma Euro 6, que entrará em vigor em finais de 2014.

O motor diesel, segundo Lorenzo Jiménez, vai continuar a ser o sistema de propulsão principal nas próximas décadas. “Acreditamos que é possível aproveitar ainda mais o grande potencial de desenvolvimento que esta técnica oferece. Os nossos engenheiros de desenvolvimento estão a trabalhar intensamente na implementação e melhoria de diferentes tecnologias para os futuros conceitos de motores diesel, que darão como resultado menores consumos e uma forte redução das emissões poluentes, mudando algumas das atuais crenças acerca deste tipo de propulsão.” O responsável de marketing de Equipamento Original Bosch concluiu a sua exposição, assegurando que o automóvel eléctrico melhorará notavelmente no futuro, mas que ainda requer tempo para substituir, a longo prazo, os motores de combustão. Segundo as previsões, em 2025, só aproximadamente 3% das vendas mundiais de veículos corresponderá a veículos elétricos.

fonte:http://www.autoaftermarketnews.com/

publicado por adm às 21:40
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Sexta-feira, 19 de Agosto de 2011

A manutenção de um veículo diesel é 25% mais cara que a de um veículo a gasolina

No entanto a poupança media é de 600 euros anuais em combustível frente aos veículos a gasolina.

 

Para os que fazem muitos quilómetros, a opção do veículo diesel é a mais económica. Essa conclusão sai de um comparativo de custos de aquisição e posse entre um veículo a gasóleo e um a gasolina realizada pela Asociación Nacional de Vendedores de Vehículos a Motor, Reparación y Recambios (Ganvam). A compra de um diesel supõe uma poupança média de combustível de 593 euros ao ano. O dado sai de uma comparação dos três veículos mais vendidos no mercado espanhol em 2010: o Renault Megane. O Citroen C4 e o Seat Ibiza. No entanto, a manutenção do diesel é 25% mais cara.

A análise, que traz à luz o debate sobre a conveniência de comprar um veículo a gasóleo ou a gasolina, mostra que para uma distância de 100.000 quilómetros ou cinco anos de vida, a motorização diesel corta cerca de 3.000 euros do gasto em combustível, com um custo de 5.208 euros frente aos 8.174 euros que implica um veículo a gasolina. Dessa forma, o estudo confirma como em igualdade de quilómetros percorridos, os veículos diesel não só consomem menos - quase dois litros menos por quilómetro – mas também emitem menos CO2, apesar de que a combustão do gasóleo liberta mais partículas contaminantes, entre outras substâncias. Dessa forma, enquanto que por cada quilómetro percorrido as motorizações de gasolina emitem uma média de 141 gramas de CO2, os veículos diesel emitem 109 gramas, isto é, cerca de 30% menos.

Em relação ao preço de aquisição de um veículo diesel, a análise da Ganvam, mostra que os carros a gasóleo são cerca de 10% mais caros que os a gasolina, o que supõe um desembolso de cerca de 1500 euros mais na sua compra.

Não obstante este sobre custo, isso não parece dissuadir os usuários já que 71% das matrículas são de veículos diesel, frente a 29% a gasolina (Espanha). A progressiva “dieselização” do parque nestes últimos anos faz com que o parque actual de turismos se distribua já em partes iguais entre ambas as motorizações.

Também na hora de fazer a manutenção do veículo, os diesel são algo mais caros que os a gasolina, já que substituir uma peça ou componente supõe em média um sobre custo de 25 euros ao ano em carros de motorização diesel. 

Com estes dados, a Ganvam conclui que a decisão de compra de um veículo diesel ou a gasolina depende efectivamente dos quilómetros que se realizem ao longo do ano. “Quantos mais quilómetros se fizerem, mais compensará comprar um veículo diesel, já que somente com a poupança de combustível teremos amortizado o sobrepreço que implica a sua compra, reparação e seguro”, afirma o seu presidente, Juan Antonio Sánchez Torres.

fonte:http://www.autoaftermarketnews.com

publicado por adm às 10:42
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