Segunda-feira, 27 de Abril de 2020

Posso usar água no motor em vez de líquido de refrigeração?

Há razões muito fortes que indicam que a abertura da torneira para refrigerar o motor não é uma boa ideia.

É muito provável que alguma vez tenha pensado em utilizar água para manter a temperatura do motor do seu carro. Talvez inspirado por aqueles filmes antigos em que apareciam carros clássicos com o motor a deitar fumo. Tudo o que faltava era um pouco de água fresca para que o radiador voltasse a ser o mesmo de sempre. O que é verdade é que os modernos líquidos de refrigeração têm tão pouco a ver com a água como os carros atuais com os antigos.

Água, sim, mas não só água

Vamos começar a contar-lhe algo que seguramente o desconcertará: a água é o melhor líquido de refrigeração que existe. Com efeito, os líquidos de refrigeração atuais podem ser compostos, na sua maior parte, por água, dependendo da sua formulação.

Desta forma, na composição de um líquido de refrigeração a água pode representar 45% a 70%, enquanto o MEG (monoetilenoglicol) ou o MPG (monopropilenoglicol) que atuam nos pontos de ebulição e congelação, podem representar 25% a 50%. O resto da formulação corresponde a aditivos (3% a 8%).

O que acontece é que um líquido de refrigeração faz muito mais do que absorver o calor para baixar a temperatura: além disso, o seu ponto de ebulição deve ser alto, para evacuar o máximo calor possível e evitar as variações de tamanho das peças, que dariam lugar a desgastes. Desta forma, também se garante uma maior capacidade de refrigeração do sistema, evitando-se sobreaquecimentos e os problemas daí derivados.

Por outro lado, o líquido de refrigeração deve-se congelar sempre abaixo de zero graus. Com efeito, quanto menor for o seu ponto de congelação, melhor. Isto acontece porque a água, ao congelar-se, aumenta em tamanho, o que poderia provocar problemas e ruturas dentro do motor. Este líquido de refrigeração também não deve atacar os metais ou borrachas que compõem o sistema de refrigeração.

Então, o que é que acontece se eu utilizar água diretamente?

O que acontece se utilizar água para refrigerar o motor do seu carro é que vai expô-lo a múltiplas avarias. Isto deve-se ao facto de a água ser corrosiva, pelo que poderá danificar diferentes elementos do sistema de refrigeração.

Como, além disso, a água se congela a 0ºC, abaixo dessa temperatura o seu volume aumentaria e poderia danificar o motor. O mesmo acontece inversamente: alcança o seu ponto de ebulição acima dos 100ºC, pelo que não será capaz de refrigerar o motor quando alcançar temperaturas superiores. E então deparar-se-á com a cena do veículo a cuspir vapor e fumo, que nos filmes fica muito bem, mas é um verdadeiro incómodo na vida real.

Além disso, tenha em conta que, se não se utilizar a água adequada, poderão ser provocados problemas relacionados com algas, bactérias, sais de cálcio e outros depósitos que podem arruinar o radiador do veículo.

Que é que os líquidos de refrigeração têm que a água não tem?

O que os líquidos de refrigeração têm no seu interior são ingredientes que evitam que tudo o que se indicou aconteça. Isto é: o MEG (monoetilenoglicol) e, se for caso disso, o MPG (monopropilenoglicol), evitam os problemas relacionados com a congelação e a ebulição da água, dado que se encarregam de baixar o ponto em que se converte em gelo e de aumentar aquele a partir do qual se transforma em vapor.

concentração de glicol deve ser a adequada para proteger o fluido contra a ebulição e a congelação. É por isso que a utilização de produtos de qualidade é tão importante.

Pela sua parte, os aditivos que se adicionam aos líquidos de refrigeração na sua formulação desempenham várias funções: estabilizam quimicamente o produto e evitam os depósitos de calcário das águas duras, assim como de outros componentes. Também protegem contra a formação de espumas, que dificultam a condução do calor e mantêm a acidez do produto dentro de certos limites. Há inclusive aditivos corantes para identificarem os pontos de fuga no sistema e outros de sabor amargo para evitarem intoxicações involuntárias.

Dito isto, tenha em conta que também não deve adicionar água para encher o nível do líquido de refrigeração do seu carro se estiver a utilizar um produto que é fornecido já preparado para nivelar: diminuiria a concentração dos seus ingredientes e o motor do seu carro perderia a sua proteção.

fonte:http://blog.total.pt/

publicado por adm às 08:43
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Diferenças entre o anticongelante orgânico e inorgânico

Existem muitas dúvidas acerca do líquido anticongelante e do sistema de refrigeração dos automóveis. Assim, vamos responder a estas e a outras questões relacionadas com estes elementos, aos quais normalmente se presta a devida atenção.

Começamos por explicar a diferença que existe entre um anticongelante orgânico e inorgânico. Basicamente, ambos são constituídos por etilenoglicol, um agente anticongelante bastante comum. Mas diferem nos restantes aditivos que compõem a mistura. Os aditivos que mencionamos, misturados com água destilada (ou seja, desmineralizada) são responsáveis por garantir a proteção contra a corrosão dos diferentes componentes do motor, como o radiador e a bomba de água.

A diferença principal entre um anticongelante orgânico e inorgânico reside, precisamente, nestes inibidores de corrosão. Os produtos inorgânicos utilizam produtos como o silicato, que tendem a degradar-se ao longo do tempo, diminuindo a sua eficácia e arriscando a ser uma fonte de avarias no futuro. Os orgânicos, por sua vez, têm um período de duração mais longo e são biodegradáveis, sendo por isso menos prejudiciais para o ambiente. Além disso, a sua capacidade de evitar a congelação é mais elevada, conseguindo manter-se a temperaturas de quase 40 graus abaixo de zero.

Posso usar um anticongelante orgânico no meu carro? É claro que sim, embora seja sempre aconselhável seguir as recomendações do fabricante. De qualquer modo, se o seu carro é relativamente recente, é possível que já utilize refrigerante líquido orgânico. Se não, a única precaução que deve tomar é certificar-se de que o sistema de arrefecimento do seu carro utiliza um radiador de alumínio e não de cobre ou de latão.

Cada marca define ou recomenda um período de tempo para a substituição do anticongelante. Em geral, a cada dois anos ou 40.000 km. É evidente que nunca se deve misturar anticongelante orgânico com inorgânico. Se o fizer, as suas propriedades vão deixar de ser as mais adequadas, podendo mesmo desencadear o aparecimento de corrosão no sistema de refrigeração com todas as desagradáveis consequências que isso acarreta.

fonte:https://www.euromaster.pt/

publicado por adm às 08:35
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Anticongelantes

O verão chegou em força e com ele o teu carro vai precisar de cuidados adicionais, por isso antes de partir para uma viagem prolongada aconselhamos verificar o anticongelante do circuito de refrigeração do motor.
O nome pode desde logo enganar “anticongelante” é assim que vulgarmente conhecemos o liquido de refrigeração do motor, este é responsável por manter a temperatura de funcionamento, garantindo que todos os componentes mecânicos não ultrapassam a temperatura determinada para aquele motor pelo fabricante.

Mas o que é o anticongelante? É uma mistura de ETILENOGLICOL com água tratada e um conjunto de aditivos que visam manter em bom funcionamento o sistema de refrigeração do veículo. É também o responsável por existir a chamada “sofagem” no interior da viatura.

ETILENOGLICOL ou vulgarmente conhecido como GLICOL é um composto químico com a fórmula química CH3OH. É simplesmente um álcool na sua forma mais simples, leve e extremamente volátil. É utilizado para fazer subir os pontos de ebulição do anticongelante para valores acima de 100º e abaixo de 0º onde habitualmente evaporaria ou congelaria.

Habitualmente podem encontrar o líquido de refrigeração em 4 cores, Amarelo, Azul, Verde ou Rosa mas a cor nada tem a ver com as propriedades deste líquido é apenas uma forma de distinguir a sua presença no sistema de refrigeração do veículo.

Alguns têm cheiros e aditivos característicos de cada fabricante pelo que é deveras importante escolher um anticongelante recomendado pela marca. Tal como o óleo de motor os líquidos de refrigeração tem normas próprias e devemos respeita-las. Existe também um prazo de validade para o mesmo em anos ou em Kms, mais uma vez de acordo com a recomendação do fabricante, pelo que é importante que o substituas com alguma frequência.

Normalmente podemos encontrar anticongelantes em diversas concentrações, 10%, 20%, 30%, 50% ou até puro. Esta indicação diz-nos qual a mistura usada naquele liquido, sendo que a percentagem é indicativa da quantidade de glicol existente. Por exemplo um liquido de refrigeração de 20%, contem 20% de glicol e 80% de agua desmineralizada.

Sendo uns dos fluidos mais importantes do teu motor deves ter sempre alguns cuidados com a sua escolha e aplicação, nomeadamente:Nunca utilize água da torneira no circuito de refrigeração do teu motor, a água corrente contem impurezas que podem danificar os componentes internos, tais como o termostato ou a bomba de água.

Quando usar anticongelantes puros, utilize água destilada na sua mistura e nas quantidades recomendadas pelo fabricante.

Verifique com regularidade o seu nível e atesta-o sempre que necessário, o motor deve estar frio e o carro em piso nivelado.

Cumpre o nível de enchimento assinalado no depósito com a indicação MAX ainda que fique algum espaço livre ele é necessário devido as variações de volume do líquido de refrigeração.

Se detectares que o nível baixa com muita frequência deve levar a viatura a um mecânico de forma a efectuares uma verificação de fugas no sistema de refrigeração.

Em resumo o anticongelante é tão importante como o óleo de motor, por isso deve ter sempre isso em atenção quando faz manutenção ao seu carro ou mota.

fonte:https://www.autopartslogistic.com/

publicado por adm às 08:31
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